terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Começando com o pé direito!

Hoje o blog volta às atividades e desejamos que 2016 seja um ano com menos “dieta esdrúxula” e com mais amor pela comida e pelo seu corpo! ;) 

Corra e dê uma lida no ótimo texto do Gregorio Duvivier!


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Por um fim de ano sem culpa

Então é Natal... Tá bom, ainda faltam alguns dias, mas já estamos no clima! Já podemos ouvir a voz da Simone em todas as lojas, estamos quebrando a cabeça para escolher os presentes de amigo secreto, as casas estão decoradas. Há quem ame essa época e quem não seja muito fã mas, o fim do ano e suas festas sempre vêm.


Junto com as comemorações vêm com muita fartura as comidas e bebidas tradicionais da época: peru, panetone, tender, champanhe, salada de maionese, rabanada, farofa, bolo de reis... Uma delícia atrás da outra! E, tanto quanto as músicas e decorações, as comidas fazem parte da nossa tradição de Natal e Ano Novo e podem e devem ser apreciadas. Mas para muitas pessoas, ao invés do espírito natalino, o que chega é a angústia. “Como vou fazer para escapar de tantas tentações?”. Pensa-se na deliciosa torta de pêssego da tia como um mal e comê-la como um crime. Tudo que se saboreia nessas bocadas é culpa. E, quando a ceia chega ao fim, corre-se para deitar com aquela sensação de estufamento e fracasso por ter comido muito mais do que precisava e não ter sido capaz de resistir à tentação ou mesmo uma sensação de vazio e uma vitória com sabor de cetona por não ter se permitido nem um pedacinho do doce da sua mãe. Será que seus dezembros precisam mesmo ser assim?



Hoje vamos falar um pouco sobre como aproveitar as gostosuras de fim de ano e ter um final feliz.

1. Primeiro, vamos lembrar de uma coisa: as celebrações não são feitas só de comidas deliciosas. Elas também são momentos para botar o papo em dia com seus familiares e amigos, fazer planos, conhecer pessoas novas. Aproveite tudo isso! Quando ficamos pensando só na lista de coisas que vamos comer, esquecemos de aproveitar a companhia de pessoas que muitas vezes não vemos durante o ano todo. O mesmo serve para happy hours de fim de ano na empresa e na escola. Por mais que vejamos aquelas pessoas sempre, é importante aproveitar esses momentos para tentarmos realmente conhecê-las e nos despedirmos antes do break de fim de ano.



2. Voltando às comidas... tenha em mente que elas fazem parte das celebrações e não existe problema algum em saboreá-las! Talvez demore um ano inteiro para que você tenha a chance de comer a farofa da sua prima ou a torta da sua avó de novo, então aproveite a chance e saboreie cada garfada, sinta o sabor, o aroma, a textura e embarque nas lembranças que as comidas te trouxerem.

3. Muitas famílias esperam até meia noite para ceiar, mas isso não significa que você tenha que passar horas a fio (muito menos o dia todo!) sem comer, só esperando o ponteiro chegar ao 12. Ninguém vai aguentar seu mau humor (nem se você for o neto preferido) e seu corpo estará implorando por comida, daí realmente fica difícil prestar atenção no que se come  e mesmo saber quando parar.

4. Antes de se servir, olhe tudo o que tem na mesa e escolha o que você vai colocar no prato. Tudo bem querer provar oito preparações diferentes, mas você provavelmente não precisa pegar uma porção grande de todas elas. Saber o que você quer comer antes de começar a fazer o prato permite que você escolha melhor o quanto pegar de cada comida.

5. Lembre-se de que existe o dia seguinte e o outro e o outro... você provavelmente passará uns dias comendo as sobras da ceia. Não precisa forçar aquele pedaço de lombo goela abaixo depois de já ter comido o suficiente – ele provavelmente estará lá amanhã implorando pela sua atenção.

6. É normal que você coma um pouco mais do que está habituado nessas ocasiões, afinal você tem uma disponibilidade maior de comidas especiais do que no dia-a-dia. Não é preciso se desesperar e tentar fazer dietas super restritivas nos dias seguintes. Apenas volte aos seus hábitos alimentares normais. O corpo é inteligente e faz compensações pelo que ingerimos a mais ou a menos de vez em quando.

7. Além das comidas, as bebidas normalmente fazer parte das comemorações – é difícil ver festa de ano novo sem brinde, né? Porém, é preciso ter cuidado para que você não ultrapasse o limite e acabe passando mal e deixe de aproveitar o momento. Planeje o quanto beber, tendo em mente o seu limite. Além disso, intercale os copos de bebida alcoólica com água e ponha gelo nas bebidas destiladas.

Esperamos que você aproveite bastante as festas de fim de ano, com muita alegria, amor e comidas gostosas! 



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dicas para se dar bem durante as compras

Depois dessa nossa conversa aqui, na qual falamos sobre como nos planejar para ir às compras, voltamos para falar sobre o momento posterior: supermercado (e variações). Lista em mãos? Ok, vamos começar.

1. Lista


Se atenha à sua lista! Não se deixe seduzir pelas promoções ou vagar pelo supermercado em busca de produtos que você na verdade não precisa. Isso evita que você encha o carrinho com guloseimas e esqueça das coisas que se programou para comprar.



2. Gôndolas de hortifruti


Comece suas compras pela parte da feira e preencha boa parte do carrinho com esses alimentos. O espaço que sobrar fica para todos os outros produtos.
Caso seu tempo seja muito apertado, compre legumes e verduras já higienizados e cortados. Sim, eles são um pouco mais caros, mas além de poupar tempo, têm menor chance de ficar estragando na geladeira, certo? O que desperdiçamos é um prejuízo a ser considerado tanto para nosso bolso quanto para o meio ambiente.

3. Safra

Prefira comprar alimentos da estação pois eles costumam ser mais frescos e mais baratos.
Nessa tabela do CEAGESP você pode ver a sazonalidade de alguns produtos.
Comprar esses alimentos em feiras e sacolões também costuma pesar menos no bolso.

4. Alimentos in natura x processados e/ou ultraprocessados



Os alimentos in natura e os minimamente processados são respectivamente aqueles obtidos diretamente da natureza e consumidos do jeito que vêm, sem modificações (ex.:frutas e ovos) e aqueles com pequenas modificações como secagem, pasteurização, resfriamento (ex,:leite, arroz e carne). Já o processado é o alimento in natura que passou por alguma modificação, mantendo grande parte do produto original, por exemplo iogurte de frutas, alimentos em conserva e frutas em calda. Já os ultraprocessados são derivados de alimentos que sofrem diversas modificações e são acrescidos de muitos outros ingredientes (muitas vezes artificiais) como as bolachas recheadas, os salgadinhos de pacote, os sucos em pó e bolos de caixinha.
O novo GuiaAlimentar para a População Brasileira defende que uma alimentação contendo principalmente alimentos in natura e minimamente processados é a base para uma nutrição balanceada, saborosa, que respeita valores culturais e promove sustentabilidade social e ambiental.
Os processados e ultraprocessados são práticos, porém menos saudáveis.

Algumas pessoas alegam que os alimentos in natura são mais caros. No entanto, no Brasil o custo de uma alimentação baseada nesses alimentos ainda é menor do que uma baseada em ultraprocessados.


5. Alimentos de todos os grupos alimentares

Tente ter no carrinho alimentos de todos os grupos alimentares para garantir que você tenha uma alimentação balanceada.
E quais grupos são esses?
Energéticos: pão, arroz, batata, macarrão, mandioquinha.
Construtores: feijão, grão de bico, ervilha, leite, queijos, ovos e carnes (vermelha, frango e peixe).
Reguladores: abobrinha, alface, tomate, melancia, banana, laranja, espinafre, cenoura, etc.

6. Segurança alimentar


Todos queremos ter certeza que estamos consumindo uma comida que não irá nos fazer correr para o banheiro em até 72h com algum tipo de doença transmitida por alimentos, não é mesmo?  Seguem algumas dicas para melhorar as chances de adquirir um produto seguro:
  • observe as embalagens dos alimentos. Não compre produtos com latas amassadas, estufadas, enferrujadas,vidros com líquido turvo ou espuma, embalagens a vácuo com bolhas de ar ou líquido, pois a qualidade e segurança podem estar comprometidas.
  • dê preferência a produtos com lacre e verifique se ele não está violado.
  • sempre verifique a data de validade (principalmente de produtos em promoção).
  • pegue primeiro as frutas, legumes e verduras como já falamos, depois os produtos não perecíveis (ex.: enlatados), depois os congelados e por último os refrigerados (como iogurtes e queijos), pois esses são os mais vulneráveis à contaminação por microorganismos quando deixados muito tempo fora da geladeira (evitar que esses alimentos fiquem mais de 1h em temperatura ambiente).
  • mantenha a carne crua e os vegetais não embalados em sacos plásticos bem fechados para evitar que os líquidos e os resíduos desses alimentos contaminem outros produtos.
  • não compre alimentos prontos para consumo como frango assado, sobremesas, sanduíches, farofas se estiverem expostos em temperatura ambiente.
  • separe os alimentos de produtos não alimentícios (como produtos de limpeza e de higiene pessoal) no carrinho e também durante o caminho até sua casa. Desta forma, você evita a contaminação química dos alimentos caso algum produto estoure ou vaze.


Compras bem feitas!


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Comendo intuitivamente - passo 2

No ultimo post aqui do blog , falamos sobre a diferença entre fome e vontade de comer, estão lembrados? Coincidentemente (sqn!) o tema de hoje é relacionado à fome e é também o segundo passo no caminho para se tornar um comedor intuitivo – honre sua fome!


Eu como, tu comes, ela come
Após dizer não às dietas, é hora de dar comida ao seu corpo quando ele disser que precisa. Você não tem que ignorar aquele "ronquinho" na barriga nem a ligeira sensação de fraqueza porque ainda não se passaram três horas desde a última refeição. Cada corpo é único, não podemos estabelecer uma regra geral que diz quando todos nós precisamos nos alimentar. Além de considerar nossa singularidade  para saber o momento e a quantidade de comida que vamos comer, há que se levar em conta o tipo e quantidade de comida que comemos na refeição anterior, nosso estado de saúde, intensidade das atividades que realizamos naquele dia... enfim, é necessário olhar para o contexto em que estamos. É normal que as vezes demoremos quatro horas para sentir fome depois do almoço e em outros dias esse tempo caia para duas horas e meia, por exemplo.


                                                               Não venha bancar o "grumpy cat" comigo!

Uma prática comum de quem quer perder peso é ignorar os sinais de fome até que eles se tornem muito fortes e a pessoa PRECISE comer. Você já se colocou nessa situação? E aí, foi legal? Hmmm, nos arriscamos a supor que a maioria das pessoas vai dizer que não... e aposto que a família, os amigos, os colegas de trabalho concordariam com essa resposta! A fome intensa pode levar à irritabilidade, mau humor, falta de atenção, tontura. Ninguém quer isso, certo? Além desses sintomas, quando se está com muita fome, é mais difícil identificar o que se quer comer e perceber quando se está saciado. Existe a chance de você limpar um pratão de feijão com linguiça, moqueca de peixe, macarrão com molho branco, coxinha de frango e salada de moyashi num suspiro só, sem nem perceber o quanto comeu nem o gosto da comida.

Ok, você dirá, se não como de três em três horas, se não é a melhor pedida esperar ter vontade de comer um boi para me alimentar, o que faço? Honro minha fome? Mas como é isso exatamente?

O primeiro passo é identificar se o que você está sentindo é fome  (como? leia esse post). Então, se seu corpo estiver mesmo tentando te dizer que precisa de comida, chegamos ao segundo passo que é.... coma! Aprecie o momento, saboreie a comida e preste atenção a como o seu corpo reage a ela. Assim como os sinais de fome estavam lá, os de saciedade vão chegar e é importante que eles também sejam respeitados.

E como estar pronto para matar a fome quando ela aparecer? Ter lanchinhos disponíveis em casa, no trabalho, na mochila é uma boa ideia! Frutas, tomates cereja, cenouras baby, iogurtes, biscoitos, castanhas, frutas secas e torradas são algumas opções de lanches rápidos e simples. 



Já quando se trata de refeições como almoço e jantar, um planejamento semanal pode salvar barrigas! Tendo uma idéia do que pretende cozinhar na semana, você pode ir ao mercado e comprar tudo o que vai precisar, facilitando o momento do preparo da comida, como falamos anteriormente aqui. Para quem come fora, é interessante conhecer as opções de restaurantes da região para que a escolha se torne mais fácil quando bater aquela fominha. E para os que optam pelo delivery, busque a informação do tempo médio de entrega da comida. Isso evitará que você fique "beliscando"até chegar sua refeição ou que você seja surpreendido por uma longa espera enquanto sua fome só aumenta, bem como as chances de "atacar"o prato e não prestar atenção à sua saciedade.

E aí? Vamos começar?

Sabemos que não é fácil desconstruir certas crenças e certamente que não é "mamão com açúcar" começar a entender os sinais do seu corpo depois de anos os ignorando, mas o esforço vale a pena! O seu corpo agradecerá muito e vai te retribuir com mais disposição e saúde! 


Depois das tentativas (que estamos certas de que você fará =] ), nos encontraremos no terceiro degrau para o comer intuitivo. Até breve!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Fome ou vontade de comer?

Você provavelmente já leu e ainda lerá muitas vezes nesse blog a frase/pedido: "respeite sua fome".
Mas você sabe realmente identificar esse sinal do seu corpo?

Vamos separar a fome da vontade de comer?

Conceituando:


Fome, vulgo fome fisiológica,

é seu corpo dizendo que precisa de energia, nutrientes. Nesse caso, não é uma pizza ou uma fruta que você adora (manga, gente!) que vai dominar seus pensamentos. A fome não é específica.
Para identificá-la, pense em um alimento que é meio sem graça para você. Não algo que você não goste, mas que em ciscunstâncias normais não seria sua escolha. No nosso caso (coincidentemente) é maçã, então exemplificaremos com ela:

Sentimos uma coisa diferente que parece fome. Nos perguntamos: comeríamos uma maçã agora? Se sim, é, estamos com fome.
Comamos, pois.
Se não, talvez não seja exatamente fome o que sentimos.


~Vontadezinha ou fome social:

É quarta-feira, 19h, você chegou em casa do trabalho/faculdade, tomou banho e foi comer aquela comidinha esperta. Lá para as 20h liga aquele amigo festeiro convidando pra ir à um bar. Você topa.
Chegando lá tem as porções, os amendoins...você já comeu, não está com fome, mas aqueles petiscos estão ali, olhando pra você...
Pergunta: O que estou sentindo é fome? Não.
Seria vontadezinha?
Sim? Um opção, claro, é não comer.
Decidiu comer? Coma aquela comida que mais te dá prazer, com moderação e prestando atenção para aproveitar bem a experiência e não se sentir culpado depois.

Vontade. Aquela fome específica:

Semana que vem vou visitar uma amiga e lembro que sempre que nos encontramos ela me traz um doce de banana de uma marca que gosto muito. Só de lembrar do gosto do doce minha boca enche d`água.
Aqui o que se quer comer é bem específico. Tem a ver com  preferências, as vezes envolve lembranças...Quando é vontade, geralmente comemos moderadamente, desfrutando a experiência, degustando a comida e conseguimos nos planejar e esperar pelo dia de comer aquilo, não precisamos dar um pulo no mercadinho da esquina assim que der a hora do café.

Vontadezona:

PRECISO comer alguma coisa gostosa. Mas o que exatamente? Não sei! Hmm chocolate? Não, torta de frango. Não, não, bolo de morango com leite condensado. Ainda não...uma vitamina de abacate cairia bem...Um litro talvez seja suficiente!

Já se sentiu assim? É, você estava com a tal da vontadezona, também conhecida como fome emocional.

Aqui se come impulsivamente, geralmente em grandes quantidades e precisa ser AGORA. Muitas vezes se mistura comidas dos mais diversos tipos e enquanto come já vai aparecendo uma insatisfação: não era exatamente isso que eu queria. As vezes tem a ver com a restrição que você está se impondo, sabia?

Quando sentir essa angústia, pense se não é a vontadezona que está te tomando. Se sim, tenha cuidado, pois as chances de comer descontroladamente são grandes. Questione o que é essa necessidade que está sentindo, porque certamente não é de comida que você está precisando. Dê ouvidos às suas emoções. Sinta e procure outras maneiras de lidar com seus sentimentos sem usar a comida.

Calma, não quer dizer que as vezes uma trufa não salvaria sua alma. É normal que as vezes comamos por razões emocionais, mas pense: depois das alegrias do chocolate seus problemas estariam resolvidos? Não exatamente, certo? Então é preciso lidar com eles de maneira eficaz e efetiva por mais complicado que seja.

Tente se fazer esses questionamentos diariamente. Leva um tempo, mas te tira um pouco do automático e vai te fazendo mais consciente das suas escolhas. Essa é uma maneira de respeitar seu corpo.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Virei vegetariano, e agora?

Se você ama um, por que come o outro?

Essa discussão está progressivamente entrando em nossas cozinhas e cada vez mais pessoas têm parado para pensar nisso.

Entre outros, motivos de ordem ética, saúde e religião levam indivíduos a aderirem ao vegetarianismo. Não entraremos no debate ético ou religioso por motivos de: sua vida, suas regras, mas, como profissionais da saúde, esclareceremos um pouco do aspecto nutricional desse tipo de dieta.

Nós, seres humanos, somos animais onívoros, isso significa que podemos comer tanto alimentos do reino vegetal quanto do reino animal. A ciência da nutrição preconiza o consumo de todos os grupos alimentares para se ter uma dieta equilibrada, porém antes de pensar nos nutrientes, há que se respeitar a individualidade e escolha de cada um.
E considerando a fisiologia lembremos que:

1qualquer dieta mal planejada pode causar danos à saúde. 

2.sim, a dieta vegetariana pode prover todos os nutrientes necessários para nosso crescimento, desenvolvimento e manutenção. 

Essa terceira declaração tem o respaldo da Associação Dietética Americana (ADA), segundo a qual uma dieta vegetariana (inclusive a estrita) bem planejada é apropriada para as pessoas em qualquer estágio da vida, ou seja, mulheres grávidas, crianças, idosos, todos podem seguir esse tipo de dieta sem acarretar prejuízos ao desenvolvimento ou manutenção da saúde.
Corroborando com a ADA, o Conselho Regional de Nutrição 3 (CRN3) emitiu um parecer dizendo que a dieta vegetariana, como qualquer outra, é segura com o devido planejamento.

Assim, além de respeitarmos o vegetarianismo enquanto escolha ética, podemos afirmar com o suporte de prestigiadas instituições que ele não traz prejuízos nutricionais.

Posto isso, vamos falar um pouco sobre o vegetarianismo e a comida, ponto nevrálgico para quem decide adotar esse estilo de vida.


                     

Aqui vai uma boa nova: nem só de soja vive o vegetariano! De fato há diversas outras alternativas. Sites como este e este estão cheios de receitas gostosas para que não se perca o prazer de comer. Vasculhando internet afora é possível encontrar ainda mais possibilidades. Então com um certo planejamento (e não se pode negar, é necessário separar um tempo para isso) é possível comer coisas gostosas e se nutrir adequadamente.




Alguns nutrientes como vitamina D, zinco, cálcio e principalmente a vitamina B12 precisam de uma atenção especial nesse tipo de dieta (principalmente na estrita), por isso deixaremos aqui algumas recomendações para ajudar nessa transição. Mas o acompanhamento individual com um nutricionista é muito importante, pois cada organismo é único e é necessário conhecer a pessoa, estar de posse de seus exames bioquímicos e familiarizado com sua rotina para uma orientação apropriada.


1. A principal recomendação é a adoção de uma dieta amplamente variada. Essa é a melhor forma de garantir que se receba o necessário aporte de nutrientes.



2. Procure ingerir alimentos enriquecidos com cálcio, como leite de soja e tofu. 

3. Verifique com seu nutricionista a necessidade de suplementação com vitamina B12, procurando por suplementos cujas cápsulas sejam feitas com algas em vez de colágeno (produto animal).

4. É importante consumir nozes, acrescentar óleos de soja ou canola às preparações, pois eles são boas fontes vegetais de ômega 3 . 

5. Leguminosas como feijão, grão de bico e lentilha serão importantes aliados na obtenção de proteínas.

6. A exposição ao sol é a melhor forma de conseguir vitamina D. Como moramos em um país tropical (abençoado por Deus e bonito por natureza) não é difícil obtermos os benefícios da luz solar. Uns 15 minutos ao sol antes das 10 da manhã é interessante para produção da vitamina D.

                                                                 Salve, Jorge Ben Jor!
                               
Agora recado para aqueles que acham que a dieta vegetariana é sinônimo de saúde e baixo peso: não é bem assim. Como já falamos um sem número de vezes nesse blog, não existe dieta ou alimento mágico que garantam que você seja absolutamente sadio até os 90 anos. O vegetarianismo não é exceção. Nele se exclui produtos de origem animal, mas temos gorduras vegetais. Não é uma dieta isenta de calorias ou açúcares. E está tudo bem! Seja você onívoro ou vegetariano, prazer, equilíbrio e variedade continuam sendo as palavras de ordem.



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Comendo intuitivamente - passo 1

Pense naquela sua passadinha de olho diária pela banca de jornal. Você já se sentiu bombardeado por promessas milagrosas nas capas de revistas de “como perder sete quilos em duas semanas” ou “a dieta da abobrinha”? Nas rodas de conversa, naquele grupo do Whatsapp, surge de vez em quando alguém que jura que encontrou uma dieta ma-ra-vi-lho-sa e diz que você PRECISA seguir que é sucesso certo? Acho que todos já vivenciamos algo desse tipo, não é?

"Entrem na fila pela espera de um milagre, migos"
Mas se a dieta X é tão mágica, por que ainda existem tantas pessoas com sobrepeso pelo mundo? Se a dieta Y faz milagre, por que amanhã na banca de jornal encontraremos a dieta Z "fresquinha, sensacional, sua procura acabou"? Em uma rápida busca no Google usando o termo “dieta definitiva”, encontramos 1.090.000 resultados (!). Este número foi ainda maior quando mudamos a busca para “dieta simples” - 3.270.000! Os números são irrefutáveis, não existe dieta decisiva e quanto ao adjetivo simples, pergunte à qualquer senhora de 50 anos que faz dieta desde os 14 se é simples passar fome e se privar das coisas que gosta por anos a fio. Pergunta retórica,né?! Em um post publicado anteriormente aqui no blog, falamos sobre os malefícios que as dietas trazem, Fato é que nosso corpo faz o que pode para poupar energia, e uma restrição alimentar vai acionar mecanismos fisiológicos e psicológicos pra gastarmos o mínimo possível e consumirmos o máximo que pudermos. Porém, o que entendemos é que nós somos um fracasso retumbante quando os números na balança aumentam ao invés de diminuir.

Dieta não!

Basta!
Frente a isso, fazemos um convite: junte-se a nós e diga não às dietas! Se negue a aceitar que alguém além de você mesmo te diga o que comer ou não, o horário das suas refeições, a quantidade de comida que deveria ter no seu prato. Este é o primeiro princípio do Intuitive Eating (Comer Intuitivo, em português), uma abordagem que busca ajudar as pessoas a terem uma relação saudável com seu corpo, sua mente e com a comida, uma reconexão com os sinais internos que vêm sendo neglicenciados há tanto tempo. 

Mas por onde começar?

Depois de tanto ouvir sobre as maravilhas que as dietas fazem e que basta força de vontade para você conseguir “cortar” o glúten, a lactose, os carboidratos, as gorduras e ter um corpo padrão passarela, é normal que pareça complicado iniciar o processo de dizer não à tantas regras e voltar a ouvir os sinais do seu corpo e a apreciar suas refeições. Por isso, as nutricionistas Evelyn Tribole e Elyse Resch, em seu livro Intuitive Eating – A revolutionary program that works, nos ensinam alguns passos para alcançar essa meta.

Passo 1: Reconhecer os danos causados pelas dietas

Para deixarmos as dietas de lado, é importante que realmente consigamos perceber os problemas causados por elas. Temos alguns exemplos já citados aqui no blog baseados em estudos científicos, em nossa prática clinica e na de colegas, mas apostamos que ao olhar para suas experiências, assim como as de amigos e conhecidos, você poderá adicionar mais alguns itens à essa lista. Prejuízo da vida social, mudanças de humor repentinas, deficiência de nutrientes... faça uma lista de como os "regimes" prejudicaram a sua saúde física e psicológica e reflita sobre ela. Depois, pense como dizer não à essa ditadura alimentar traria mudanças positivas para o seu dia a dia e mergulhe no próximo passo.

Bom dia pra quem?

Passo 2: Esteja atento ao modo de pensar característico da mentalidade de dieta

Existem alguns traços do modo de pensar de quem faz e apóia dietas que são sutis, acabam sendo aceitos como normais e por isso muitas vezes são difíceis de serem reconhecidos e combatidos. O duo força de vontade e atribuição de culpa é um bom exemplo disso. Não, não é sua culpa se você falhou ao tentar parar de comer seu alimento preferido para sempre. Se força de vontade fosse a única coisa necessária para que seguíssemos dietas, teríamos um número muito maior de pessoas aderindo permanentemente a elas e com resultados positivos em curto e longo prazo. Nossa alimentação sofre influência de inúmeros fatores, não tente carregar todo esse peso nas suas costas e não aceite que ninguém queira te obrigar a fazer isso.

Passo 3: Livre-se das ferramentas de dieta

Olha só o que eu faço com você, revista de dieta!
Livre-se das fotos de modelos coladas na parede do quarto ("#inspiração"), daquela lista de blogs de dieta que você percorre todos os dias, da balança de banheiro, da pilha de revistas sobre dietas, dos shakes que te fazem perder 15kg em um mês. Tente se cercar de exemplos positivos, que te ajudem a seguir o caminho de reencontro com seu corpo e com o prazer em se alimentar.  

Passo 4: Tenha mais compaixão por você mesmo

E se mesmo depois de seguir esses passos eu me pegar pensando em tentar mais um dieta... o que eu faço? Não se torture! Existe muita pressão de todos os lados para que comamos da forma X ou Z, é compreensível que no processo de abrir mão das dietas nos sintamos tentados a olhar para trás e tentar só mais uma vezinha. Aceite que esse pensamento existe e tente relembrar o porquê você decidiu mudar a forma de olhar a comida e fazer as pazes com seu corpo.

Existirão muitos desafios neste caminho, mas a recompensa será muito satisfatória!

Em breve voltaremos com o próximo passo no caminho para se tornar um comedor intuitivo – honre sua fome. Até mais!